Polícia

Homem morre em confronto com a Força Tática em Mirandópolis



Na manhã desta sexta-feira (29/8/25), o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, deflagrou a Operação Laços de Família, voltada ao desmantelamento de núcleos criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Durante a ação, um homem apontado por traficar drogas nas penitenciárias operados pelo PCC foi morto na cidade de Mirandópolis em confronto com a equipe do BAEP-12, de Araçatuba.

As investigações revelaram que, há anos, o grupo mantém estrutura organizada voltada ao tráfico de drogas em Mirandópolis e região, com ênfase no abastecimento de entorpecentes nas unidades prisionais do polo local.

As investigações revelaram a existência de três núcleos distintos estruturados com fortes vínculos familiares transmitidos de geração em geração, o que garantia estabilidade e expansão contínua no tráfico.

Essa “blindagem familiar” favorecia, ainda, a cooperação com a facção paulista atuante no sistema prisional. Parte dos investigados já cumpriu pena em presídios da região e, mesmo assim, mantinha atuação ativa, implementando um esquema de infiltração de drogas dentro das unidades prisionais.

No curso da operação, foram apreendidas drogas, valores em espécie e aparelhos celulares. Além disso, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva na cidade de Araçatuba, 19 mandados de prisão temporária na cidade de Mirandópolis e 23 mandados de busca e apreensão.

A investigação também permitiu a intervenção no sistema prisional, com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária, resultando na apreensão de aparelhos celulares na unidade prisional da Comarca de São José do Rio Preto.

Os equipamentos eram utilizados por faccionados do PCC para manter contato direto com o núcleo criminoso instalado em Mirandópolis a fim de viabilizar o abastecimento de drogas e o gerenciamento de pagamentos relacionados ao tráfico.

O nome da operação — Laços de Família — reflete o caráter permanente e estável dos vínculos familiares que sustentavam a organização criminosa, conferindo-lhe durabilidade, expansão e maior dificuldade para a repressão estatal.

A operação contou com a articulação de promotores de Justiça e servidores do GAECO, bem como o apoio integrado da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária, mobilizando um total de 61 equipes operacionais, compostas por 129 policiais militares, 54 agentes da Polícia Civil, além de três equipes do Canil e do suporte aéreo do Helicóptero Águia, ambos da Polícia Militar.

A ação representa mais um passo decisivo na integração entre Ministério Público e forças policiais, reafirmando o compromisso institucional no combate à criminalidade organizada, a proteção da sociedade e a higidez da segurança pública e paz social.

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